A Imagem (Associated Press) mostra uma Ressonância Magnética de gêmeos conjugados antes da cirurgia de separação.

A equipe do Hospital Infantil Le Bonheur, em Memphis – Tennessee, liderados pelo dr. Max Langham conseguiu separar com êxito os gêmeos de 7 meses de vida Joshua e Jacob Spates após 13 horas de cirurgia e equipe com 34 integrantes. Os gêmeos que estavam unidos pela coluna foram separados em 29 de agosto de 2011. Durante a operação foram descoladas a coluna vertebral e os músculos que as crianças compartilhavam, além de reparos intestinais em ambos. Apesar do sucesso cirúrgico as crianças precisarão de acompanhamento durante toda a vida porque Joshua tem apenas um rim e defeito no coração e Jacob defeitos no coração. Os meninos têm corações, cabeças e membros separados, o que favoreceu o prognóstico.

Dependendo de cada situação, os gêmeos conjugados, podem ser submetidos à cirurgia de separação. Há casos em que as crianças não apresentam ou apresentam poucas anomalias a não ser pelas áreas de fusão. Em casos assim, cada gêmeo tem órgãos suficientes para a sobrevivência independente.

O nascimento de gêmeos é um fenômeno que ocorre a partir da fertilização de dois óvulos por dois espermatozoides, sendo chamada de dizigótica, ou da segmentação de um embrião oriundo de apenas um óvulo e um espermatozoide, chamada de monozigótica. A dizigótica é condicionada por fatores naturais, tais como hereditariedade, etnia, idade materna; e artificiais, que são as técnicas de reprodução assistida. Na monozigótica não há fatores condicionais, ocorrendo de forma aleatória.

Quando a segmentação do embrião ocorrer após o 13º dia de fertilização, não haverá a completa separação entre os indivíduos e ocorrerá a formação de gêmeos conjugados que compartilharão a mesma placenta e mesma cavidade amniótica.

Apesar de ser um fenômeno raro possui grande importância devido à elevada taxa de mortalidade tanto antes e após o nascimento.

 

Referência:

BEREZOWISKI, A. T. et al, Gêmeos Conjugados: experiência de um hospital terciário do sudeste do Brasil. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, 2010; 32; 61-65.

Reuters Brasil, http://br.reuters.com/article/idBRSPE78E0JO20110915

Acesso dia 17/04/2017

VEJA TAMBÉM

Caso Clínico – Interpretação de ECG