Trauma é todo dano infligido no corpo como resultado direto ou indireto de uma força externa. Assim como qualquer outra área da medicina, possui todo um raciocínio clínico envolvido.

No mundo cerca de 9 pessoas morrem por minuto são vítimas de algum trauma. Isso faz do trauma a principal causa de morte dentre os pacientes maiores de 44 anos. E quando dizemos que trauma é uma doença, é justamente por conta de seus fatores de risco, fatores diagnósticos e fatores de terapêutica, ou seja, é 100% evitável.

Assim como qualquer doença, o trauma também terá uma população na qual ela atinge majoritariamente, sendo a principal população a do sexo masculino em idade jovem. Consequentemente a sua importância é para além da Medicina, com impacto também socioeconômico. Das principais mortes causados por trauma os acidentes automobilísticos se enquadram em 1º e as projeções não são positivas. Em 2018, tanto a ONU quando a OMS mostram que até o ano de 2020 o número de mortes por acidente automobilístico vão aumentar em 80% nos países em desenvolvimento.

Deste modo não podemos tampar nossos olhos e fingir que o trauma não existe. Para isso, você chegou aqui para aprender ainda mais sobre como mudar esse cenário. Ficou curioso? Então preste atenção nesse checklist mental da sistematização do Atendimento Inicial ao Politraumatizado.

Avaliação Geral

1- Qual o seu nome e o que aconteceu?
2- Avaliar qualidade da resposta e calcular GCS inicial.


A – VIAS AÉREAS E VENTILAÇÃO + PROTEÇÃO DA COLUNA VERTEBRAL


1- Colocar colar cervical;
2- Inspecionar e ouvir VA;
3- Abrir VA e retirar corpos estranhos (se houver);
4- Promover oxigenação;
5- Avaliar necessidade de VA definitiva. Se necessária, executar.
6- Confirmar VA definitiva garantida por você ou por outra pessoa.
*Antes de passar para o B, solicitar oximetria de pulso e avaliar o pescoço!


P- PESCOÇO


1- Abrir colar cervical e manter estabilização manual da coluna vertebral;
2- Palpar e inspecionar o pescoço a procura de estase de jugulares, desvio de traqueia, enfisema subcutâneo e fraturas;


B – RESPIRAÇÃO E TÓRAX


1- Realizar semiologia pulmonar, ausculta cardíaca e, se possível, utilizar E-FAST;
2- Determinar lesões presentes e instituir tratamento àquelas que ameacem a vida;
3- Acionar serviços adicionais (cirurgia torácica e outras especialidades), caso seja necessário;
*Antes de passar para o C, solicitar monitorização cardíaca e pressórica!


C – CIRCULAÇÃO


1- Avaliar presença de choque através dos 4 P’s;
2- Se houver choque, repor volume, pesquisar por sangramentos e interrompê-los;
3- Avaliar resposta do paciente à terapia de reposição;
4- Encaminhar para cirurgia em casos de sangramentos internos que precisam ser controlados.
*Não sair do C sem: tipo sanguíneo, prova cruzada, BHCG para mulheres e gasometria arterial. Caso apresente sinais de choque: tromboelastograma, sondagem gástrica e vesical.


D – AVALIAÇÃO NEUROLÓGICA


1- Avaliar GCS;
2- Avaliar pupilas;
3- Adotar medidas que impeçam lesão secundária;
4- Avaliar sinais de lateralização;
5- Retardar determinação de lesão medular, desde que a coluna esteja protegida.


E- EXPOSIÇÃO


1- Despir o paciente;
2- Rotacionar para avaliação do dorso;
3- Evitar hipotermia.

 

E aí, curtiu? Isso é só um pouco do que queremos te oferecer! Ficou curioso e se aprofundar nas técnicas e nos demais conceitos que envolvem o Atendimento Inicial? Baixe agora o nosso e-book inteiramente grátis e atualizado com base na NOVA EDIÇÃO DO ATLS (10ª Ed.).